[Bib_virtual] BIBNEWS Compromisso do Minho pelo acesso livre ao
conhecimento
Miguel Ángel Márdero Arellano
miguel em ibict.br
Terça Dezembro 12 16:23:19 BRST 2006
JC e-mail 3161, de 12 de Dezembro de 2006.
Compromisso do Minho pelo acesso livre ao conhecimento
A 2ª Conferência sobre Acesso Livre ao Conhecimento aconteceu nos dias
27 e 28 de novembro, na Universidade do Minho, em Portugal. O
coordenador geral de Projetos Especiais do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Hélio Kuramoto, participou
do evento
Ele destaca que após assistir a todas as apresentações, pode-se chegar
às seguintes conclusões:
- Que o movimento Open Access to Knowledge está consolidado, sendo um
caminho sem retorno;
- Que as ações do Ibict encontram-se totalmente de acordo com as
iniciativas que vem sendo desenvolvidas em todos os países que apóiam o
movimento;
- O fato de que existem cerca de 2,5 milhões de artigos científicos e
que a meta é tornar a literatura científica disponível por meio do
acesso livre;
- Que não basta o estabelecimento de recomendações, mas que é preciso,
além de uma política de acesso livre, a definição de um mandato; e que o
estabelecimento da política de acesso livre e do mandato só pode ser
conseguido por meio do convencimento dos dirigentes das agências de
fomento, das instituições governamentais, em especial as universidades e
os institutos de pesquisas, além dos pesquisadores.
Hélio Kuramoto contou que durante o evento foi estabelecido o
“Compromisso do Minho: O Acesso Livre à Informação Científica em Países
Lusófonos”. Um documento, conforme Kuramoto, que reconhece que a
disponibilização, em Acesso Livre, da literatura científica originada
nos países lusófonos aumenta a visibilidade e o seu impacto na
comunidade científica mundial, sendo esse apenas um dos pontos do
documento.
Movimento por Acesso Livre
O movimento Open Access, conhecido em Portugal por Acesso Livre ao
Conhecimento, tem como principal objetivo a disponibilização livre, na
Internet, de literatura de caráter acadêmico ou científico (em
particular os artigos de revistas científicas), permitindo a qualquer
utilizador ler, descarregar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou
referenciar o texto integral para fins de investigação ou ensino.
Os últimos dois anos assinalaram uma forte afirmação do movimento do
Acesso Livre e a sua entrada na agenda política e social, para além das
fronteiras do mundo científico. Estão atestando esta iniciativa os
diversos documentos e tomadas de posição das sociedades científicas,
universidades, centros de investigação e organizações governamentais,
particularmente na Europa e nos EUA.
O Acesso Livre promove visibilidade, acessibilidade e difusão dos
resultados da atividade científica de cada investigador, de cada
organização e de cada país, potenciando o seu uso e subseqüente impacto
na comunidade científica internacional (ver a já extensa bibliografia
sobre o impacto/número de citações acrescido dos artigos em Acesso
Livre). Recentemente começaram também a surgir estudos sobre o aumento
do ROI (Return of Investment) na investigação que pode ser obtido
através do OA (ver Houghton & Sheehan, 2006).
O Acesso livre em Portugal e na Uminho
Em Portugal, existem algumas iniciativas que se encontram na vanguarda
do Acesso Livre em termos internacionais, nomeadamente o RepositóriUM -
repositório institucional da Universidade do Minho, criado em 2003
(tendo sido o primeiro repositório institucional lusófono, e um dos
primeiros em termos internacionais a usar a plataforma DSpace) -, além
da política institucional de auto-arquivo, definida em dezembro de 2004,
que determina aos membros da Universidade do Minho que depositem cópias
das suas publicações no RepositóriUM. No momento em que a definiu, a
Universidade do Minho foi a primeira universidade no mundo a instituí-la.
Leia o Compromisso do Minho em:
http://www.ibict.br/anexos_secoes/compromissoDoMinho.doc
FONTE (Assessoria de comunicação do Ibict)
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