[Bib_virtual] Brasil é o 71. em acesso a tecnologia

Rizio Bruno Sant'Ana riziobruno em uol.com.br
Sexta Julho 7 08:59:27 BRT 2006


Relatório da ONU mostra que Brasil fica atrás de Argentina e Venezuela em 
aproveitamento de serviços digitais
Jamil Chade escreve para "O Estado de SP"

As disparidades econômicas e sociais no Brasil se refletem no acesso às 
novas tecnologias. O país ocupa apenas a 71ª posição entre as 180 economias 
mais adaptadas às novas tecnologias de comunicação, ainda que regiões como a 
Sudeste possam estar nos mesmos níveis de países ricos.
Estudo feito pela União Internacional de Telecomunicações - órgão da ONU - 
aponta que o País foi um dos sete que mais evoluíram no mundo em termos de 
acesso às tecnologias desde 2001. Mas o Brasil não consegue superar países 
como Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela.
O preço da ligação de celular, por exemplo, é um dos mais altos do mundo, 
enquanto a média de computadores por 100 habitantes no país é inferior à 
média mundial. O relatório também traz uma informação alarmante: apenas 
metade do planeta conta com um telefone fixo.
Para a ONU, o acesso às novas tecnologias de comunicação está estagnado. Na 
África, só há 1,5 computador para cada 100 pessoas, enquanto a média é de 6 
na Ásia e 28 na Europa. Na África, apenas 2,5% da população têm conexão à 
internet.
Diante das disparidades, o Brasil é a 19ª economia nas Américas segundo o 
índice de oportunidade digital da ONU, que mede 11 critérios, incluindo 
acesso, preço e infra-estrutura. A liderança regional é do Canadá, seguido 
por EUA. Quem está abaixo do Brasil nesse ranking são países como Cuba, 
Peru, Paraguai e Bolívia. No mundo, o índice de oportunidade digital é 
liderado por Coréia, Japão e Dinamarca.
Em termos de celulares, por exemplo, 46 em cada 100 brasileiros têm um 
aparelho. A média é inferior à do continente americano, onde existem 51 
aparelhos para cada 100 habitantes. Em números absolutos, porém, o Brasil é 
o segundo da região, com 86 milhões de usuários. O Brasil, portanto, supera 
a média mundial, que é de 33 usuários para 100 pessoas.
Nos EUA, os donos de celulares já ultrapassam a marca dos 200 milhões, o 
dobro do que foi registrado em 2001. Naquele mesmo ano, 23 milhões de 
brasileiros tinham celulares. O problema, segundo a ONU, é que o brasileiro 
paga, em média, US$ 0,53 por uma chamada de um minuto. O valor é um dos 
maiores das Américas, onde a média é de US$ 0,32. Apenas o Equador conta com 
taxas mais altas.
A média mundial da tarifa de celular por minuto, de US$ 0,31, também é 
inferior à do Brasil. Na Argentina, por exemplo, o valor da ligação é de US$ 
0,24 por minuto e nos EUA, de US$ 0,28. Quanto aos aparelhos de telefonia 
fixa, a taxa de penetração no Brasil é de 59 para cada 100 habitantes. No 
total, 107 milhões de pessoas têm telefones fixos, bem mais que a média 
mundial. Apenas metade da população do planeta conta com telefone.

Internet
Em relação ao acesso à Internet, o Brasil ocupa apenas a 17ª posição entre 
os países das Américas. Para cada 100 pessoas no País, 12,1 são usuárias. 
Isso significa que 22 milhões de brasileiros têm acesso à rede, média 
inferior à das Américas e à mundial. No planeta, com 862 milhões de 
usuários, para cada 100 pessoas, 13,6 têm acesso à rede.
Vários países sul-americanos têm índice de conexão superior ao Brasil, como 
Uruguai e Argentina. Nos EUA, 56 em cada 100 americanos têm acesso à 
Internet. Ao contrário do custo do celular, a Internet no Brasil é mais 
barata que a média mundial. Para 20 horas mensais de conexões, o valor no 
País é de cerca de US$ 25,00.
No continente americano, a média é de US$ 26,00 e no mundo chega a US$ 
32,00. No Brasil, há 19,3 milhões de computadores. De cada 100 brasileiros, 
10,7 contam com a tecnologia. Nos EUA, porém, existem 76 para cada 100. A 
média mundial é de 12,2 computadores para cada 100 pessoas. Os usuários de 
banda larga no País ainda não chegam a 1,5% da população, ainda que o valor 
do serviço seja inferior à média regional e também à média mundial, de US$ 
76,00 por mês. Nos EUA, o serviço não passa de US$ 20 mensais.



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