[Bib_virtual] [BIB_NEWS] Censura na Internet está em todos os continentes

Jonathan Pereira jonathan.jgp em gmail.com
Quarta Maio 10 01:40:30 BRT 2006


 em *BBC Brasil <http://www.bbc.co.uk/portuguese>*
5 maio 2006

O relatório sobre ameaças à liberdade de expressão tem uma parte dedicada à
internet e ao aumento da censura à rede. A censura eletrônica estaria
acontecendo praticamente em todos os continentes. Apesar de a internet estar
mudando a forma com que a mídia trabalha, com o aparecimento de blogs, de
fóruns de discussão e de sites de relacionamento como o
Orkut<http://www.orkut.com/>,
que transformam consumidores passivos em críticos ativos, não são só os
cidadãos que se beneficiam do poder da tecnologia, alerta o relatório.


*DITADORES*

Julien Pain, um dos autores, afirma que "todo mundo está interessado na
internet - especialmente os ditadores". Pain afirma que muitos têm sido
"eficientes e inventivos" ao usar a internet para espionar os cidadãos e
censurar o debate. Em vários países a internet era o único meio de
comunicação sem censura e o lugar onde as pessoas buscavam notícias que não
ouviriam nunca de fontes oficiais. Mas, de acordo com o relatório, os
governos acordaram para o fato de que os dissidentes estão ativos online.
Muitos agora censuram blogs e prendem seus autores.

No Irã, por exemplo, Mojtaba Saminejad está preso desde fevereiro de 2005
por divulgar na rede material considerado ofensivo do Islã. A China foi a
nação que mais recebeu críticas em seus esforços de censurar e monitorar os
internautas. De acordo com o relatório, o país estaria interessado no início
em monitorar dissidentes políticos. Mas de dois anos para cá, o governo
chinês estaria tentando monitorar insatisfações mais gerais da população,
justamente porque a internet facilita a comunicação.

O sucesso da censura na China significa que o país conseguiu produzir uma
versão "limpa" da internet para os 130 milhões de cidadãos que usam a rede
com freqüência. Empresas ocidentais têm sido criticadas por ajudar a filtrar
a internet para os chineses, que seria o governo que mais prendeu pessoas
pelo que elas disseram online. O total chegaria a 62.

Internautas também foram presos no Egito, no Irã, na Líbia, nas Maldivas, na
Síria, na Tunísia e no Vietnã. E o Zimbábue estaria, segundo os Repórteres
Sem Fronteiras <http://www.rsf.org/> , comprando tecnologia diretamente da
China para ampliar seus esforços de censurar a internet. Outras nações
acusadas de censura eletrônica incluem Burma, Cuba, Nepal, Coréia do Norte e
Arábia Saudita. Normalmente o filtro envolve impedir o acesso a sites
pornográficos, mas há casos em que os bloqueios envolvem sites críticos de
governos ou sites religiosos.

No Turcomenistão é proibido ter conexão de internet em casa e o governo
restringe o uso de internet cafés, mais fáceis de controlar. Em Burma,
páginas como a do Hotmail <http://www.hotmail.com/>e do
Yahoo<http://www.yahoo.com/>têm acesso proibido e a cada cinco minutos
há uma varredura do que as
pessoas estão acessando em internet cafés. Mas não foram só os estados
repressores os criticados pelo relatório.

A União Européia também recebeu críticas por deixar a decisão de bloqueio de
sites nas mãos das empresas provedoras. Segundo os RSF, a UE criou um
"sistema privado de justiça" no qual técnicos tomaram o lugar dos juízes. Os
RSF também criticaram as empresas ocidentais por venderem tecnologias para
governos repressores e ajudá-los a monitorar o que as pessoas fazem online.


Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/05/060504_censuraeletronicamb.shtml


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Jonathan Pereira
oserbibliotecario.blogspot.com


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